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LEPTOSPIROSE NÃO É TOXINFECÇÃO ALIMENTAR
LEPTOSPIROSE E TOXINFECÇÃO
LEPTOSPIROSE NÃO É TOXINFECÇÃO ALIMENTAR Devido ao grande número de e-mails que estão circulando, estamos relembrando os colegas o que é Leptospirose, para que se possa entender os mecanismos desta doença e a veracidade de alguns relatos veiculados pela inter-net. A leptospirose é uma doença causada por um Espiroquetideo pertencente à família Spirochaetaceae, compreen-dendo 5 gêneros, Spirochaeta, Christispira, Borrelia, Treponema e Leptospira. Os últimos três gêneros possuem espécies patogênicas para o homem. As leptospiras apresentam morfologia em forma de espiral com as extremidades em forma de ganchos, finas e longas, sendo muito móveis. São difíceis de se observar em microscopia comum, necessitando colorações ou impregnações especiais. Possuem duas espé-cies com muitos tipos antigênicos diferentes (soro-variedadades). O gênero Leptospira foi criado em 1917 por Noguchi compreen-dendo espécies saprófitas e patogênicas. O grupo das saprófitas leva o nome de Leptospira biflexa, isolada por Walback e Binger em 1914 sendo seu habitat a água. O grupo patogênico leva o nome de Leptospira icterohae-morrhagiae e foi isolada por Ido e Inada em 1916. Atualmente a oitava edição do Manual Bergey’s considera a Leptospira biflexa como grupo não patogênico e a Leptospira interrogans como grupo pato-gênico. São fácilmente cultiváveis em laboratório, multiplicam-se bem em meio com soro de coelho e água, são aeróbias, o pH ótimo é 7,4 e a faixa ideal de temperatura é de 25ºC a 30ºC, são lentas em sua multiplicação demorando até 68 horas de incubação. Os quadros clínicos variam de graves, moderados a brandos. O mais grave é a doença de Weil, onde as leptospiras pene-tram pela pele ou mucosas, sendo o período de incubação de 2 a 20 dias. A doença evolui em três estágios. No primeiro estágio que dura uma semana, ocorre leptospiremia com febre de 40ºC, mal estar, debilidade, dor de cabeça, dor muscular e abdominal, dor de garganta e às vezes pneumonia, ocorrendo também icterícia. O segundo estágio da doença que também pode durar uma semana, é o período mais crítico , onde pode ocorrer a morte do indivíduo. Neste período a icterícia é intensificada, a tem-peratura abaixa um pouco (39ºC), apare-cem manchas e inflamação na parte interna do olho. Os pulmões e o trato gastrointestinal são afetados, acometendo também os rins, causando insuficiência cardíaca, provocando coma e morte com uma taxa entre 5% a 30%. A terceira fase também pode durar uma semana, e começa um declínio dos sintomas, diminuindo a febre, a icterícia e melhorando a função renal e cardíaca, tendo início a convalescença, durando de seis a doze semanas, sendo as leptospiras excre-tadas com a urina por um período de no máximo seis semanas. Existe também a febre canícola, sendo uma leptospirose mais branda e mais rápida que a doença de Weil, onde a infecção é transmitida direta-mente ou através de água contaminada em contato com as mucosas do homem. Além destes dois quadros clínicos bem definidos existem outras leptospiroses que recebem deno-minações locais, como febre do canavial, febre do pântano, febre dos sete dias, febre dos campos de arroz, etc. As leptospiras patogênicas (L. inter-rogans) são ampla-mente distribuídas entre roedores e mamíferos silvestres que são os hospedeiros naturais. O homem se contamina pelo contato direto ou indireto com estes animais. Nos ratos a taxa de infecciosidade pode exceder a 50%. Nos roedores as leptospiras perma-necem indefini-damente nos túbulos renais, e são difundidos pela urina. A contaminação pode ocorrer diretamente com a urina do animal ou através de água ou ambientes úmidos. Elas penetram no homem através de ferimentos da pele, mucosas, olhos, nariz, boca ou garganta. Possuem certa resistência no am-biente, permanecendo até seis semanas na água, a salinidade diminui o tempo de sobrevivência. A presença de material protéico e pH neutro ou levemente alcalino aumentam a sobrevivência no ambiente. Há uma diminuição drástica nos esgotos e água poluída, não sobrevive muito tempo nas fezes. O leite tem ação anti-leptospira, provo-cando lise e encur-tamento de sua sobrevivência. O fator mais importante no controle das leptospiras é o pH, onde raramente sobrevivem em pH ácido (abaixo de 6). Morrem em 10 segundos na tempe-ratura de 70ºC e em 10 minutos a 50ºC. São sensíveis também aos desinfetantes químicos utilizados, como os compostos clorados entre 100 e 200 ppm. De acordo com estas informações, enten-demos que a leptospirose não é uma doença decor-rente da ingestão de alimentos contami-nados, secreções ou excreções de animais. É uma doença causada pela pene-tração dos micror-ganismos através da pele, mucosas, olhos, nariz, boca e garganta. È uma doença relacionada com certas profissões que expõe o indivíduo ao risco de se contaminar com excreções de roedores conta-minados, como agricultores, magare-fes, mineiros e manipuladores de esgotos. Existem referências também de contaminações em pântanos ou após enchentes, onde a urina dos roedores podem contaminar as águas de superfície e consequentemente as pessoas podem andar descalços e se ferirem com vidros, gravetos, pedras, abrindo caminho para as leptospiras. Do mesmo modo embalagens de bebidas, como as latas de bebidas e copos de água mineral, mal acondicionadas nos locais de venda ou em armazéns ou mesmo em estoques de bares, padarias e restau-rantes, podem ser contaminadas pela urina dos roedores (ratos). Estas latas ao serem abertas sob pressão, apresentam bordos cortantes que em contato com os lábios podem provocar micro lesões por onde penetram as leptos-piras, aumentando o risco de causar a doença. Não devemos esquecer que os indivíduos fumantes, podem apresentar microlesões cons-tantes nos lábios, devido à aderência do papel de alguns tipos de cigarros, colando nos lábios e rompendo parte da pele, podendo ser motivo também da conta-minação com o Herpes Vírus, o qual necessita de uma lesão para penetrar na pele e causar a infecção viral, sendo neste caso, necessário que o cigarro se contamine na lesão de um indivíduo e seja utilizado por outro sem a doença. Para se evitar a leptospirose, é neces-sário evitar o contato da pele ou mucosas com ambientes ou água contaminada, não andando descalço em ambientes de risco. No caso das latas de bebidas e copos de água mineral, deve-se lavar com água e sabão e mesmo assim não beber diretamente na embalagem. No caso de copos de água mineral, deve-se abrir a tampa metalizada e ao beber, fazer com que os lábios entrem em contato com a parte interna da tampa, rebatendo e dobrando-a sobre a borda do copo. Porém, como medida de segurança, é recomendado que se utilizem copos higie-nizados, canudos ou copos descartáveis embalados adequa-damente. Dr Enio A da Silva Jr Biomédico M. PhD 1/10/2000