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Insetos & Cia

BARATAS VOADORAS UMA PRAGA DO VERÃO
É verão! E com o verão surgem todas as pragas.
BARATAS VOADORAS UMA PRAGA DO VERÃO Siriris revoam nas tardes quentes em busca de um companheiro; formigas abandonam os seus formigueiros em grandes bandos para acasalar e colonizar novos habitats; mosquitos, então, nem se fala. Rodeiam nossas cabeças, perturbam o nosso sono, deixam marcas na pele delicada das crianças, é um horror. Sem falar das formigas, das traças, dos borrachudos, das mutucas, dos ratos, etc..... Mas existe uma praga difícil de ser combatida e que está sempre presente no verão – as baratas “voadoras” , da espécie Periplaneta americana. As suas aparições seguem um padrão. Elas entram voando por janelas, portas; ao entrar nas casas se debatem fazendo um barulho característico e assustador. São também chamadas de “cascudas”. Costumam aparecer em banheiros e cozinhas de apartamentos de prédios altos. Não importa a altura. Elas se deslocam com muita facilidade. Este ano foi veiculada uma notícia nos jornais de que existem 200 baratas por cada habitante na cidade de São Paulo. Este número é óbviamente hipotético pois não foi feito até agora nenhum censo específico e publicado em editoria científica apontando estas cifras. Na prática, sabemos que este inseto é um habitante das canalizações subterrâneas, procurando espaços mais abertos, onde haja maior liberdade de movimentação. São insetos de hábitos crepusculares e noturnos e costumam com frequência habitar nas rêdes pluviais e de esgôtos em número incalculável. A vivência indica que por diversas vezes, foi possível observar a presença destes insetos, em grande número, dentro de caixas de gordura, tubulações de esgotos, redes de águas pluviais. Quanto maior a quantidade de resíduos orgânicos presentes, maior o número de espécimens encontrados. Em média, é possível encontrar de 500 a 5.000 baratas por visita, dependendo de vários fatores, tais como, tipo de matéria orgânica , tratamentos anteriores já efetuados, produtos anteriormente utilizados, extensão da rede, dentre outros. Os pontos mais infestados costumam ser aqueles próximos à área de alimentação e vestiários nas indústrias de uma forma geral. Nas indústrias de alimentos e farmaceuticas os resíduos decorrentes da higienização das áreas de produção são um excelente atrativo para estes insetos. Certa ocasião, assistindo a um trabalho de eliminação destes insetos, a medida em que a mistura inseticida era introduzida nas tubulações com mais intensidade, as baratas desesperadas saíam de dentro das tubulações e subiam as paredes anexas, subiam nas pessoas, caíam em jôrro de um respirador de um fossa séptica onde elas estavam congregadas. Os pássaros da vizinhança faziam vôos rasantes para banquetear-se com as inúmeras ninfas, de todos os estágios, e as adultas, que corriam em busca de uma salvação. Mas todo este esforço era inútil. Em pouco tempo, elas estavam todas mortas e o resultado era como um campo de guerra, com milhares de pequenos corpos, de perninhas para cima, forrando o piso. Somente naquela ocasião calculamos terem morrido pelo menos 5 mil baratas em uma única aplicação. Esta descrição curiosa reflete uma realidade bastante presente no cenário brasileiro. Como todas as pragas urbanas já o fizeram, as baratas pertencentes à espécie Periplaneta ameri-cana descobriram o seu nicho ecológico nas tubulações de esgôto e de água pluvial dos centros urbanos. Estas rêdes são normalmente ricas em matéria orgânica e contem água, além de se constituirem em um ponto seguro e abrigado, sem a presença de predadores. Estes tres pilares de sobrevivência são fundamentais para as baratas e para as pragas de uma forma geral. Além disso, o espaço é considerável. O adulto desta espécie tem cerca de 5 cm de comprimento e mais de 7 cm de envergadura quando está de asas abertas. Assim, ele necessita de espaço para se locomover e principalmente para distribuir as cerca de 90 bolsas de ovos que cada fêmea produz durante toda a sua vida. Ao contrário da espécie mais caseira, a Blattella germanica, a barata americana não carrega os ovos até a hora do nascimento. Ela produz os ovos, contidos dentro da ooteca e a libera, colando-a com saliva em locais de fartura de matéria orgânica, que darão condições de sobrevivência aos seus descendentes. Os indivíduos desta espécie vivem cerca de 440 dias e estão aptos para a reprodução em cerca de 6/7 meses. O CONTROLE O controle desta espécie não é muito simples, já que a simples aspersão de inseticida junto às bordas das caixas de esgoto não é suficiente. As baratas, ao sentir a presença do inseticida, geralmente o piretróide, se deslocam rapidamente para o interior das tubulações, onde o produto e o equipamento não alcança e lá permanecem até que não haja mais vestígios do produto. Em geral, o controle é obtido quando utiliza-se a nebulização da rede. Este processo exige planejamento, verificação das conexões internas das tubulações e vedação das possíveis entradas de inseticida nas áreas internas. Esta vedação é feita com plastico ou pano molhado aplicado sobre os ralos. Um outro aspecto importante a ser verificado é o do equipamento. Nem todas as nebulizadoras são seguras para serem utilizadas na rede. Alguns modelos, que trabalham com chama aberta, podem causar explosões dentro da rede, na medida em que a chama aberta entra em contato com os gases existentes nas tubulações e provoca a combustão. O ideal é trabalhar com equipamentos que não utilizam a chama aberta para produzir a neblina e assim o trabalho decorre de uma forma segura e eficiente. O controle de Periplaneta americana em tubulações começa com a introdução do bico extensor dentro de uma das entradas e observa-se o comportamento da neblina. A medida que ela vai caminhando pelas tubulações, vai irritando as baratas e elas vão saindo, cada vez mais, para morrer em seguida à saída. O trabalho deve ser repetido de acôrdo com o grau de necessidade da área. É importante lembrar que as tubulações de uma fábrica, por exemplo, estão interconectadas com as da cidade onde esta fábrica está localizada, recebendo dejetos de diversos pontos e com diversos pontos de infestação. A nebulização age de uma forma bastante abrangente mas tem que ser repetida periodicamente para garantir que os níveis de congregação dos insetos sejam controlados na área em tratamento. Caso contrário, as baratas que estiverem nas redes comunicantes, migrarão para estes pontos de matéria orgânica e voltarão a infestar a área. 1/10/1999

 









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